Para muitos a época de chuvas é sinônimo de dias sem sair de casa, dias chatos, onde o sol só é visto pelas janelas da TV, onde o controle remoto manda mais que a vontade de São Pedro, num simples toque muda o cenário e as estações do ano, tranportando-os a lugares calorosos.
Para o sertanejo (aqui caririzeiro) são dias de alegrias, dias que a terra é lavada e o cinza se veste de verde, despertando o marmeleiro, desabrochando o pereiro e todo o resto da vegetação passa a fazer companhia ao antes solitário juazeiro. É época de trabalho, para o homem que muda sua rotina tão rápido quanto a paisagem, para os sapos e outros anfíbios que numa cantoria só correm contra o tempo para deixarem suas crias antes de secarem as lagoas que surgem a cada falha do terreno e para as rolinhas que agora tem a companhia de outros pássaros surgidos do nada, fazem seUs ninhos e aproveitam as sementes das gramíneas que surgem e correm também contra o tempo acelerando sua maduração e alimentarão os rebentos despenados. Enfim, é vida em sua plenitude e harmonia.
Esta semana fui conteplar essa explosão de vida na Serra das Melancias, no município de Soledade.

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